Empresas são a cara dos donos

Empresas são a cara dos donos

Por Eloiza Besouchet

Em muitos anos de trabalho, aprendi que cada empresa tem exatamente a cara do seu dono. Se algum dia tive, hoje não tenho mais dúvidas a este respeito.

Procure uma empresa com problemas de atendimento e vai encontrar um empresário que tem medo de perder a equipe, que releva erros em nome do cumprimento das metas de vendas e que não profissionalizou a seleção de pessoal nem o treinamento.

Procure uma empresa onde os clientes atendidos expressam uma péssima experiência de compra e encontrará um empresário que não faz pesquisa de opinião com seus consumidores e sempre ouve a versão de sua equipe sobre episódios mal sucedidos de atendimento nos pontos de venda.

Procure uma empresa na qual a opinião dos clientes ouvidos em pesquisa manifestam descontentamento ano após ano, sem alterações significativas, e encontrará um empresário que, a cada opinião negativa ouvida, expressará uma explicação pronta.

Procure uma empresa que está perdendo mercado e encontrará um empresário que trabalha sempre dentro da mesma rotina, se recusa a modificar procedimentos já testados e se recusa a implantar inovações.

Procure uma empresa da qual os clientes pensam que a propaganda é muito melhor do que o produto ou serviço que oferece e encontrará um empresário que não conseguiu fazer com que as áreas de Marketing e Vendas operem em consonância.

Procure uma empresa cujo empresário reclame dos resultados ruins e encontrará este mesmo empresário repetindo dia-a-dia as mesmas práticas há anos.

Como para todo o problema existe um remédio, seguem algumas perguntas que todo o empresário insatisfeito com o desempenho da sua empresa deve responder a si próprio:

      1. A minha empresa é flexível e se adapta às mudanças do mercado com agilidade?
      2. Como minha Equipe lida com mudanças que precisam ser implantadas em sua rotina de trabalho?
      3. A forma como os processos internos da empresa ocorrem estão atrapalhando ou ajudando a alcançar os resultados de vendas?
      4. As novas ideias conseguem ser implantadas ou costumam encontrar resistências internas?
      5. Quem realmente manda na minha empresa sou eu ou a equipe comercial?
      6. Quanto de inovação consigo acrescentar à empresa a cada novo ano?
      7. Meus funcionários assumem sua parte de responsabilidade nos problemas do dia-a-dia ou são especialistas em encontrar explicações para os mesmos?
      8. Tenho um planejamento de marketing consistente ou opero nesta área por espasmos?
      9. Que importância dou para a opinião expressa pelos meus clientes? Suas opiniões modificam a operação da empresa?
      10. Que diferenciais ofereço aos meus clientes que a concorrência não ofereça?
      11. Vejo minha equipe como um orquestra afinada ou como uma banda em início de carreira?

Seja honesto consigo mesmo. Sem mudança, não há avanço.

A mudança é a única variável constante no mundo dos negócios.